Lápis-Lazuli: o encanto de faraós e reis

Minerais, Cristais, Gemas e Pedras

lapizlazuli_ouro_30_22_2795Lapis Lazuli: Um símbolo régio

Paixões milenares são verdadeiramente poderosas. Partilhe a paixão milenar de faraós, reis e clero pelo lápis-lazúli e desvende os seus mistérios. Redescubra factos históricos acerca da utilização do lapis-lazúli, bem como os poderes e benefícios atribuídos pela sabedoria ancestral a esta pedra semi-preciosa. Desde sempre, a cor azul foi uma cor muito procurada e valorizada… e não foi por mero acaso. 

 

Em todas as civilizações, a cor azul foi sempre uma côr apreciada e valorizada pelas élites sociais. Tal não é por acaso. Observe à sua volta. Basta dizer que é muito raro encontrar-se a cor azul no estado natural.

Há milénios que o raro e caríssimo lapis-lazuli se utiliza como pedra de gema em jóias e objectos de culto ou finamente triturado como pigmento para elaboração de frescos, pinturas, iluminuras, ou para coloração de vidro e de cerâmica esmaltada.

Utilização histórica do lápis-lazúli enquanto pigmento de cor:

A produção de cor sempre teve um custo associado. Esse custo de produção variava em função da raridade da matéria prima, da dificuldade e do tempo necessário à sua obtenção e fazia com que nem todas as classes sociais pudessem usar determinadas cores. É por isso que, durante séculos ou até milénios, na Europa e pelo mundo fora, a cor do vestuário foi um grande factor de diferenciação das classes sociais.

Sim, é certo. Minerais contendo cobre podem proporcionar cores azuis esverdeadas. Minerais contendo fosfato de ferro e magnésio (ex: lazulite) e outros minerais contendo aluminosilicatos (ex: labradorite), ou outros ainda contendo carbonato hidroxidado de cobre, podem eles também proporcionar lindos azuis. Mas a verdade é que, neste planeta, o azul escuro, profundo e luminoso somente existe, no estado natural, no lapis-lazuli e somente dele pode ser extraído.¹

Milhares de anos antes de Cristo, no Egípto e na Mesopotâmia, o lapis-lazúli era considerado a pedra dos Deuses. As partículas mais finas do lapis-lazuli já eram moídas para obtenção de um pigmento azul invulgar: um azul marinho, profundo e luminoso, utilizado na realização de grandiosas obras de arte. Mas a pulverização deste mineral, não ocorria apenas para aplicação no campo artístico. Uma das outras utilizações deste pigmento, já nessa altura remota da história da humanidade, remetia para o campo da cosmética: sabe-se que as ricas e belas egípcias utilizavam-no  como sombras em pó para os olhos.

Desde então, o lapis-lazúli foi largamente utilizado nas tintas para pintar iluminuras (ilustrações feitas à mão em livros manuscritos), quer no mundo islâmico, quer nas iluminuras da idade média ocidental. Geograficamente, o uso deste pigmento foi coincidindo com as rotas da seda, tendo por isso também sido utilizado nas pinturas e frescos sassânidas e budistas¹.

Em certas épocas da história, a raridade e o consequente elevadíssimo preço do pigmento extraído do lápis-lazúli foram tais que se reservava exclusivamente para pintar as partes mais nobres das personagens (por exemplo: o manto das Virgens durante o Renascimento, na Itália). Poupava-se o caríssimo pigmento proveniente do lapis-lazuli, sempre que possível, substituindo-o por outros minerais, menos dispendiosos, para pintar azuis de outras tonalidades.

Lápis-lazúli: jóias, objectos de culto e medicina:

Pelos vestígios encontrados em escavações, sabe-se que a utilização do lapis lazuli em jóias e objectos de culto remonta a, pelo menos, 7000 a.C (jóias e esculturas em Merhgarh no vale do Indus). Existem também múltiplos vestígios deste mineral em jóias e objectos de culto, de épocas posteriores, tais como na Mesopotâmia (Suméria 6000 a.C; Ur 2500 a.C) e no Egípto do tempo dos Faraós (XVIII Dinastia, ca. 1500 a.C) . Historicamente, a raridade do lapis lazuli terá contribuído para que o seu preço fosse equivalente ao do ouro, pelo que somente os detentores de poderes políticos ou poderes religiosos podiam adquirí-lo. Consta que outra das utilizações dada pelos Faraós ao lapis-lazúli era para fins medicinais, em absorção interna, isto é, após ter sido finamente triturado e misturado em bebidas (oligoterapia/ oligoelementos).

O lápis-lazúli nos dias de hoje:

Ainda hoje, o lápis-lazúli é muito procurado e apreciado para utilização em jóias. É frequente encontrarem-se peças de bijuteria em lapis lazuli. Todavia, há que ter em conta que o lapis-lazúli de qualidade, é raro e valioso. O que determina o valor do lapis-lazúli é a sua côr. Quanto mais profundo e intenso o azul, mais caro. Sendo que o topo do valor é atingido quando o azul profundo alcança uma tonalidade violeta. Inclusões de calcite reduzem ao seu valor, enquanto que inclusões de pirita incrementam ao seu valor, por serem muito apreciadas pelos coleccionadores e apreciadores de jóias.

O preço do lapis-lazuli:

Infelizmente, já existem reproduções sintéticas do lapis-lazúli. Consta que a firma Gilson, em França, já produz lapis lazuli sintético, desde os anos 70. A firma Chatham, nos Estados Unidos da América, também produz lapis-lazúli sintético.

Também há que saber que é prática comum, espécimes de lapis-lazúli de terceira escolha (de fraca qualidade, com muitos veios de calcita, com baixa percentagem de lazurita e consequente aparência esbranquiçada), ou outras pedras tais como a jaspe (o lapis lazuli suiço), serem imersos em banhos de tintura indigo para poderem ser vendidos como sendo lápis lazúli de qualidade extra.

Outros tipos de imitação do lápis-lazuli incluem materiais coloridos tais como o esmalte, plástico, vidro, criando a ilusão de um lapis-lazúli.

A única pedra natural capaz de tentar imitar o lapis lazúli é a sodalite.

As fraudes existem sobretudo ao nível dos artigos de bijuteria. Um colar de contas de lápis-lazúli, todas com um tom indigo muito escuro e muito uniforme, e cujo preço não ascenda a várias centenas de euros, será muito provavelmente feito de falso lapis-lazúli. O lapis-lazúli mais valioso é azul intenso, salpicado de pequenos grãosinhos de pirite dourada (tem aspecto do ouro). A presença da pirite é, aliás, um importante elemento de identificação de um lapis-lazúli genuíno, apesar de constar que as firmas mencionadas mais acima também propõem lapis-lazúli sintéticos com ou sem inclusões de pirita.

Um lapis-lazúli verdadeiro, para ser valioso não deverá ter veios de calcita e as inclusões da pirita, que já mencionamos, deverão ser pequenas. Os espécimes contendo demasiada calcita ou amplas manchas de pirita não são um artigo de grande valor. Assim, um lapis-lazuli de qualidade verdadeiramente extra pode chegar a  custar 20 vezes mais do que um lapis lazuli verdadeiro, mas de fraca qualidade (com muitos veios de calcita, baixa percentagem de lazurita e consequente aparência esbranquiçada) mas que tenha sido escurecido por tingimento.

Sob o ponto de vista energético, as duas qualidades de lapis lazuli (extra qualidade VS fraca qualidade) não têm qualquer comparação possível, dado que quanto mais escuro fôr o lapis lazuli, maior a percentagem de lazurita que ele contém e mais poderoso e eficaz ele será.

O lapis-lazúli também é uma das suas gemas/ pedras favoritas? Então aproveite para descobrir as propriedades e benefícios do lapis-lazúli, tanto para as pessoas como para a casa.

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¹ “Routes du lapis lazuli, lâjvardina et échanges entre arts du verre, de la céramique et du livre” de Philippe Colomban em http://www.cnrs.fr/cw/dossiers/doschim/decouv/couleurs/colombanLapis.pdf

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